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A diretoria da Associação dos Professores da Universidade Estadual do Maranhão (Apruema) participou, na última sexta-feira (6), de uma reunião com representantes da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Fundação Assefaz para discutir os reajustes aplicados aos planos de saúde oferecidos aos docentes.

Os reajustes anunciados para os planos utilizados pelos docentes chegaram a 54,33% em algumas categorias, gerando apreensão entre os beneficiários e levando a Apruema a solicitar esclarecimentos.

Conforme os dados apresentados pela fundação Assefaz, os reajustes aprovados para as categorias utilizadas pelos professores da Uema foram os seguintes: Plano Rubi: 54,33%; Plano Safira: 54,33%; Plano Esmeralda: 15,02%; Plano Cristal: 7,59% e Plano Jade: 7,59%. 

Durante a reunião, a Assefaz apresentou informações técnicas sobre os critérios que fundamentaram os reajustes, explicando que os percentuais foram definidos a partir de estudos relacionados à utilização dos serviços de saúde, aos custos assistenciais e ao equilíbrio econômico-financeiro do convênio.

Segundo o presidente da Apruema, Cristovam Filho, a reunião foi solicitada pela associação para que os docentes pudessem compreender os motivos dos aumentos e para que fossem buscadas alternativas capazes de minimizar os impactos para os beneficiários.

“Em virtude dos reajustes exorbitantes do convênio entre a Uema e a Assefaz, nós provocamos uma reunião entre a Uema e a Assefaz para que fossem esclarecidos esses percentuais de aumento, que chegaram a mais 54%, e que deixaram os professores apreensivos. Conseguimos realizar essa reunião, na qual foi demonstrado o porquê desse aumento. Porém, nós questionamos a situação dos professores que já estão há muito tempo nesse plano. É um plano que possui várias situações específicas, inclusive pessoas em home care e outros atendimentos contínuos. O que procuramos foram alternativas para reduzir esse impacto e evitar que os professores percam o plano”, afirmou.

Reunião aberta para esclarecimentos

Após as tratativas, ficou agendada reunião aberta aos professores da Uema para apresentação detalhada dos critérios utilizados pela Assefaz na definição dos reajustes.

O encontro ocorrerá no dia 15 de junho, às 15h, no Auditório do Prédio de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), no Campus São Luís.

Na ocasião, representantes da fundação irão apresentar alternativas que poderão ser avaliadas pelos beneficiários para reduzir os impactos financeiros decorrentes dos novos valores.

Segundo Cristovam Filho, a apresentação também deverá abordar possibilidades de migração entre categorias de planos, estratégia que poderá ser considerada por alguns professores para evitar aumentos mais elevados.

“A Assefaz vai mostrar o porquê do reajuste, como acontece esse reajuste em função da forma do convênio existente entre a Uema e a Assefaz. Também vai apresentar alternativas para que os professores consigam manter o plano sem absorver integralmente esse impacto, por meio de possíveis mudanças de categoria. Tudo isso será explicado durante a reunião”, destacou.

Por Débora Souza