{"id":1372,"date":"2023-02-15T15:30:30","date_gmt":"2023-02-15T18:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/apruema.org\/?p=1372"},"modified":"2023-02-16T10:08:01","modified_gmt":"2023-02-16T13:08:01","slug":"preito-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apruema.org.br\/index.php\/2023\/02\/15\/preito-a\/","title":{"rendered":"PREITO A"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rosa Mochel: uma pioneira na Agronomia do Maranh\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Augusto Silva Oliveira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Professor. Ex-reitor da Universidade Estadual do Maranh\u00e3o\u00a0 \u2013 UEMA. Vice-Presidente do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Maranh\u00e3o \u2013 IHGM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rosa Mochel Martins nasceu no Munic\u00edpio de Miritiba, hoje Humberto de Campos, em 19 de janeiro de 1919.\u00a0 Nos versos do poema MIRITIBA SEMPRE, os nossos olhos descobrem uma declara\u00e7\u00e3o de amor e de gratid\u00e3o \u00e0 cidade em que ela nasceu: \u201cUm porto, um igarap\u00e9\/Barcos ancorados, velas a secar\/ Crian\u00e7as rolam nas areias do morro\/ E se jogam nas \u00e1guas salobras do Peri\u00e1\/\/ Miritiba\/\/ Ali nasci\/ Ali vivi a minha inf\u00e2ncia\/ Abrindo os caminhos para a adolesc\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rosa Mochel era a oitava filha do casal Jos\u00e9 Augusto Mochel e Erc\u00edlia Rodrigues Mochel. Casou-se com o Engenheiro Agr\u00f4nomo Ezelberto Martins. Professora Normalista, Ge\u00f3grafa e Historiadora, foi a primeira mulher do Estado do Maranh\u00e3o a se formar-se em Engenharia Agron\u00f4mica.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Engenheiro Agr\u00f4nomo Louren\u00e7o Jos\u00e9 Tavares Vieira da Silva, idealizador e fundador da Escola de Agronomia do Maranh\u00e3o, hoje incorporada \u00e0 estrutura da Universidade Estadual do Maranh\u00e3o \u2013 UEMA, Rosa Mochel Martins iniciou o curso de Agronomia no Maranh\u00e3o, na d\u00e9cada de 40. A iniciativa logo se encerrou com n\u00e3o mais do que uma ou duas turmas, o que a levou a concluir seus estudos no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Engenheira Agr\u00f4noma Rosa Mochel integrou o quadro de profissionais do Minist\u00e9rio da Agricultura, como Assessora T\u00e9cnica. \u00c0 merc\u00ea de sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, ocupou diversos cargos na estrutura do Governo do Estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com cursos de especializa\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento, o de Aperfei\u00e7oamento de Professores para o Magist\u00e9rio, Curso de Professores de Geografia de Ensino Superior, Curso de Folclore, Curso de Agricultura, entre outros, Rosa Mochel foi Engenheira Agr\u00f4noma da Se\u00e7\u00e3o de Gen\u00e9tica da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Chefe do Campo de Sementes dos munic\u00edpios de Cod\u00f3 e Coroat\u00e1, no Maranh\u00e3o, e do Setor de Agrostologia da Granja Barreto, em S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entusiasta da natureza, Rosa Mochel atuou fortemente na defesa do meio ambiente. Criou um horto florestal, no bairro Maracan\u00e3, zona rural de S\u00e3o Lu\u00eds. Nele, cultivou diversas esp\u00e9cies, cujas\u00a0 sementes eram objetos de doa\u00e7\u00e3o o que era feito com o intuito de contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental local, num papel de vanguarda na defesa do meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em EM BUSCA DA PRIMAVERA, obra de Rosa Mochel, publicada em 1977 e que integrava o Programa de A\u00e7\u00e3o Cultural do Servi\u00e7o de Imprensa e Obras Gr\u00e1ficas do Estado do Maranh\u00e3o \u2013 SIOGE, o ent\u00e3o administrador dele, acad\u00eamico Jomar Moraes, assim apresentou a autora: \u201cAutora, entre muitos trabalhos, do livro CONHE\u00c7A O MARANH\u00c3O, Rosa Mochel Martins ama a natureza, distribui sementes, incentiva o artesanato, pesquisa manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas, escreve teatro, planta flores ou denuncia, como neste oportuno texto, as distor\u00e7\u00f5es que ferem de morte a natureza, numa \u00e9poca em que \u00e9 necess\u00e1rio preserv\u00e1-la\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois pequenos belos trechos de EM BUSCA DA PRIMAVERA s\u00e3o reveladores das considera\u00e7\u00f5es feitas por Moraes: \u201c[&#8230;] O menino morava em frente a uma pequena pra\u00e7a circundada de grosseiros bancos de cimento bastante danificados. De espa\u00e7o a espa\u00e7o, contavam-se trinta quadras dos abertos no ch\u00e3o para conterem \u00e1rvores. Das trinta mudas ali plantadas, doze morreram, quatorze\u00a0 sumiram como por encanto e quatro conseguiram sobreviver.\u00a0 Uma, a que ficava defronte de sua casa, era a mais frondosa. As tr\u00eas restantes, deformadas pela falta de prote\u00e7\u00e3o, n\u00e3o chegaram a alcan\u00e7ar dois metros. Aquele, decididamente, n\u00e3o era o melhor meio para abrigar andorinhas\u201d; \u201c[&#8230;] Plantando e protegendo \u00e1rvores, talvez a primavera chegasse mais depressa e com ela, as andorinhas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo a obsess\u00e3o de Rosa Mochel pelo meio ambiente, foi criado, em 1988, h\u00e1 35 anos, portanto, o Herb\u00e1rio da Universidade Estadual do Maranh\u00e3o \u2013 UEMA, como espa\u00e7o das aulas pr\u00e1ticas do Curso de Agronomia. Desde 2009, ele est\u00e1 registrado na Rede Brasileira de Herb\u00e1rios da Sociedade Bot\u00e2nica do Brasil \u2013 SBB como Herb\u00e1rio Rosa Mochel. A partir do ano de 2010, ele passou a integrar o Programa Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia do MCT \u2013 Herb\u00e1rio Virtual da Flora e dos Fungos do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acervo possui cerca de 7 mil amostras de material bot\u00e2nico. O Herb\u00e1rio Rosa Mochel tem como miss\u00e3o conhecer e conservar a flora do Estado do Maranh\u00e3o, atendendo alunos de gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, pesquisadores e bolsistas da UEMA e de outras institui\u00e7\u00f5es, e a comunidade escolar em geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mais, a Fazenda Escola do Campus de S\u00e3o Lu\u00eds da UEMA, espa\u00e7o para a pesquisa e experimenta\u00e7\u00e3o dos cursos da \u00e1rea de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias, mant\u00e9m a Reserva Florestal Rosa Mochel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em homenagem \u00e0 Professora Rosa Mochel, existe a Unidade Integrada de Ensino Rosa Mochel Martins, situada no bairro da Vila Embratel, em S\u00e3o Lu\u00eds. Em Humberto de Campos, a Biblioteca Municipal tamb\u00e9m leva o nome dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Maracan\u00e3, em conjunto com a comunidade local, Rosa Mochel criou e organizou o que vem a ser hoje a tradicional Festa da Ju\u00e7ara, realizada anualmente no m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Professora normalista, Ge\u00f3grafa e Historiadora (Bacharelado), esteve \u00e0 frente da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria de Topon\u00edmia para a Conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico do Munic\u00edpio de S\u00e3o Lu\u00eds, onde desenvolveu\u00a0 abrangente e arrojado programa, cujo objetivo principal era o de despertar as potencialidades da gente maranhense numa linha de preserva\u00e7\u00e3o dos mais aut\u00eanticos e mais representativos valores culturais do Estado, com a\u00e7\u00f5es voltadas, sobremaneira, para a educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em O MUNDO LEND\u00c1RIO DO HOMEM, a autora relata o que se diz por a\u00ed: \u201c[&#8230;] nas cal\u00e7adas altas das casas de interior, nas horas de uma ro\u00e7ada, no semissil\u00eancio da espera do peixe ou da ca\u00e7a, nos largos de festa e at\u00e9 nos vel\u00f3rios, que tudo \u00e9 motivo para relembrar o acontecido ou n\u00e3o, com os enfeites da imagina\u00e7\u00e3o humana. Talvez gostosas mentiras que ca\u00edram no &#8216;gosto&#8217; e se popularizaram\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Rosa Mochel, \u201cLendas sempre existir\u00e3o. Elas nascem da imagina\u00e7\u00e3o popular\u201d. Ela as retrata em O MUNDO LEND\u00c1RIO DO HOMEM, desde o Dom Sebasti\u00e3o perdido na costa maranhense\u00a0 \u00e0quela terra em m\u00e3os dos soldados portugueses transformada, como por encanto, em p\u00f3lvora que reabastece as armas no Milagre da Guaxenduba, n\u00e3o sem antes lembrar que \u201c[&#8230;] em dias de sexta-feira, \u00e0 meia-noite, sai uma prociss\u00e3o do cemit\u00e9rio. S\u00e3o os escravos sacrificados por dona Ana Jansen, rezando e pedindo o castigo \u00e0 culpada. Percorre essa prociss\u00e3o as principais ruas de S\u00e3o Lu\u00eds com velas acesas e regressa depois ao lugar santo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rosa Mochel exerceu o magist\u00e9rio como Professora do Liceu Maranhense, do Col\u00e9gio de S\u00e3o Lu\u00eds, do Instituto Rosa Castro, da Escola T\u00e9cnica do Com\u00e9rcio e do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial \u2013 SENAC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi tamb\u00e9m, na d\u00e9cada de 70, membro do Departamento de Geografia e Estat\u00edstica da Universidade Federal do Maranh\u00e3o \u2013 UFMA, atuando como docente e Assessora T\u00e9cnica do Programa Centro Rural Universit\u00e1rio de Treinamento e A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria (CRUTAC), criado em 1965, com o objetivo de formar profissionais adequados \u00e0s exig\u00eancias das \u00e1reas interioranas do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Auxiliou o Ge\u00f3grafo e Engenheiro maranhense e um dos fundadores do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Maranh\u00e3o \u2013 IHGM, Dr. Jos\u00e9 Eduardo de Abranches Moura (irm\u00e3o de Dunshee de Abranches) na elabora\u00e7\u00e3o da nova \u201cCarta do Estado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi executante de estudos das linhas divis\u00f3rias e demarca\u00e7\u00f5es dos munic\u00edpios de Coelho Neto, Buriti, Urbano Santos, Humberto de Campos, Pastos Bons, Mirador, Colinas, Pedreiras, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 3 de novembro de 1969, por meio da Lei N\u00ba 3.003, regulamentada pelo Decreto N\u00ba 4.045, de 12 de dezembro do mesmo ano, foi criada a Escola de Agronomia do Maranh\u00e3o como entidade aut\u00e1rquica estadual, com autonomia or\u00e7ament\u00e1ria, administrativa e did\u00e1tica, com sede em S\u00e3o Lu\u00eds. Em menos de uma d\u00e9cada de exist\u00eancia, a Escola de Agronomia do Maranh\u00e3o recebeu autoriza\u00e7\u00e3o de funcionamento do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, em 30 de setembro de 1970 e, posteriormente, foi reconhecida como Institui\u00e7\u00e3o de Ensino Superior, em sess\u00e3o plen\u00e1ria do Conselho Federal de Educa\u00e7\u00e3o, em 30 de abril de 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Portaria N\u00ba 002\/70, de 04 de maio de 1970, nomeava Professor-Assistente da Escola de Agronomia do Maranh\u00e3o a Professora Rosa Mochel Martins, para a Cadeira de Desenvolvimento de Comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresentou a Professora. Rosa Mochel o seguinte curr\u00edculo: \u201cRosa Mochel Martins, Engenheiro Agr\u00f4nomo. Bacharel e Licenciada em Geografia e Hist\u00f3ria pela Faculdade de Filosofia de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o (1961). Curso de Aperfei\u00e7oamento de Professores promovido pelo Departamento Nacional de Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (1964). Curso de Avicultura Dom\u00e9stica (pr\u00e1tico), realizado em 1966. Exerc\u00edcio de Magist\u00e9rio nas disciplinas: Complementos Human\u00edsticos e Problemas do Desenvolvimento Brasileiro, na Escola de Engenharia do Maranh\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com sensibilidade para as artes, criou o Centro de Artes Japia\u00e7u (1972) e a Casa de Alice, onde eram oferecidos cursos voltados ao artesanato, m\u00fasica e teatro, al\u00e9m de desenvolver trabalhos com artes\u00f5es e artistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rosa Mochel Martins conciliou, brilhantemente, as atividades t\u00e9cnicas e art\u00edsticas, sendo autora de diversos poemas, poesias, contos, pe\u00e7as teatrais e m\u00fasicas, entre os quais o poema \u201cO Globo e a Primavera\u201d, onde se tem: \u201cOutras Primaveras vir\u00e3o\/ porque o globo gira, gira\/e caminha sempre\/ para onde n\u00e3o sei\/ Estou nele\/ Ando com ele\/ e sei que \u00e9 s\u00f3 uma vez\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cDe Quem \u00e9 o Arroz\u201d, revela a expropria\u00e7\u00e3o do pequeno lavrador: \u201cJo\u00e3o ro\u00e7ou\/ Jo\u00e3o plantou\/ Jo\u00e3o apanhou\/ O arroz dourad\u00e3o\/ Depois o Chef\u00e3o\/ N\u00e3o deixou Jo\u00e3o socar o arroz\/ No seu pil\u00e3o\/ De quem \u00e9 o arroz\/ Que Jo\u00e3o plantou?\/ Ser\u00e1 de Jo\u00e3o?\/Ah! Isso \u00e9 que n\u00e3o\/ O arroz de Jo\u00e3o\/ N\u00e3o chega ao pil\u00e3o\/ O chefe \u00e9 chef\u00e3o\/ Jo\u00e3o \u00e9 pe\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rosa Mochel foi agraciada com a Medalha do M\u00e9rito Agron\u00f4mico pela Sociedade de Engenheiros Agr\u00f4nomos do Maranh\u00e3o; Medalha Comemorativa do Nascimento de Alberto Santos Dumont pelo Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica; Medalha Gon\u00e7alves Dias pela Academia Maranhense de Letras; Diploma de Honra ao M\u00e9rito pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Funda\u00e7\u00e3o Mobral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rosa Mochel tem v\u00e1rios trabalhos publicados em suas diversas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Dentre eles, o famoso CONHE\u00c7A O MARANH\u00c3O, de car\u00e1ter pedag\u00f3gico, publicado no in\u00edcio da d\u00e9cada de 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi membro efetivo do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Maranh\u00e3o \u2013IHGM e ocupou, naquele sodal\u00edcio, a cadeira de n\u00famero 09, patroneada pelo historiador e administrador colonial Bernardo Pereira de Berredo e Castro (foi governador do Estado do Maranh\u00e3o, de 1718 a 1722).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rosa Mochel faleceu no dia 2 de fevereiro de 1985, na cidade de S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rosa Mochel: uma pioneira na Agronomia do Maranh\u00e3o Jos\u00e9 Augusto Silva Oliveira Professor. Ex-reitor da Universidade Estadual do Maranh\u00e3o\u00a0 \u2013 UEMA. Vice-Presidente do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Maranh\u00e3o \u2013 IHGM. 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